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domingo, 6 de fevereiro de 2011

CARRO CLASSICO: FIAT TIPO




O Fiat Tempra/sw foi apresentado na Europa em no início de 1990,eo tipo foi em 1988 eles chamaram muita atenção pelo seu design até então inovador para a época, caracterizado pelas linhas retas e bem resolvidas, com as laterais sem friso além da traseira elevada. Internamente o espaço interno e os equipamentos oferecidos agradavam bastante.



O primeiro dessa linha a chegar no Brasil foi o Fiat Tipo chegou ao mercado brasileiro em setembro de 1993, de início com três portas e logo depois com cinco. Com um sistema otimizado de logística e uma estratégia de marketing agressiva, a Fiat conseguiu uma proeza: vender um carro ainda moderno e com bom equipamento de série (incluindo direção assistida, opcional nos concorrentes) por um preço competitivo, US$ 17 mil à época.A versão única de acabamento 1.6 i.e. não era luxuosa, mas podia oferecer como opcionais ar-condicionado, controle elétrico dos vidros e travas e teto solar. O revestimento dos bancos era claro e alegre, numa época em que predominava o preto. O motor 1,6 litro, o mesmo dos Fiats nacionais, tinha injeção monoponto e 82 cv, 10 cv a menos que no Uno 1.6R mpi lançado pouco antes, o que deixava seu desempenho muito fraco é sofrível quando carregado.


O Fiat Tempra foi lançado no Brasil em novembro de 1993, trazendo várias inovações, ele foi o primeiro carro feito no Brasil que tinha motor 16 válvulas (versão Tempra Ouro), o motor 2.0  de 8v desenvolvida 105 cv, já o propulsor 16 válvulas tinha 127 cv, acelerava de 0 a 100km/h em 9.2 segundos.Entre os equipamentos o Tempra contava com ar-condicionado digital (as versões mais baratas tinham ar condicionado normal), check-control, freio a disco nas quatro rodas com ABS, teto solar e bancos e revestimentos em couro.


Chegava em 1993 chegava para revolucionar o mercado brasileiro o Fiat Tempra.Foi o primeiro carro a ter 4 válvulas por cilindro no Brasil (ou 16v, onde o v minúsculo que indica a quantidade válvulas de um motor, já o V maiúsculo é usado para indicar que se trata de um motor com geometria em V.). O mesmo motor de 2.0 litros, atingia 127 cv (28 cv a mais que a versão 8 válvulas)( Mas Testes da Imprensa indicaram que ele obtinha 135 cv) chegava aos 202 km/h, e fazia 0 a 100 em 9,8 s. Na europa este mesmo motor entregava 150cv, mas acredita-se que a FIAT declarou 127 por questões de impostos (o IPI, no caso), mas a perda para 135cv é natural, considerando a adaptação para o combustível brasileiro, com 27% de álcool.No entanto, embora aumentasse seu torque para 18,4 kgfm (ganho de 2 kgfm),(ainda pouco para o peso do carro) o torque máximo surgia só a elevadas 4.750 rpm, representando melhora bastante discreta onde o carro mais precisava, as baixas rotações.O Fiat Tempra Turbo, foi o primeiro três volumes, a receber turbocompressor, e que gerava 165 cv e 220 km/h de velocidade máxima declarada, porém testes da imprensa mostravam máxima de 210Km/h.O motor tinha oito válvulas, que a Fiat considerava suficiente para o desempenho almejado, recebia turbocompressor Garrett com pressão de superalimentação de 0,75 kg/cm2 e intercooler.O Tempra Turbo acelerava de 0 a 100 em 8,2s conforme dito na revista Quatro Rodas como "O Recorde do Turbo", pouco tempo depois ganhou o título de "O Carro do Ano 95" e "Mais Veloz do Brasil".Como opcionais, ar condicionado digital programável, bancos em couro elétricos com regulagem de altura e apoio lombar, freios com ABS, check control, retrovisores fotocromicos etc.O carro ganhou uma legião da fãs que dizem que na época, o carro era nacionalmente imbatível.As versões Turbo e Stile vinham com rodas aro 14 cujo formato remetia ao rotor de uma turbina, já a versão Turbo Stile, vinha com rodas aro 15 do mesmo modelo do HLX.


O sucesso levou a Fiat a rapidamente expandir a oferta. Em julho de 1994 chegava o Tipo SLX de 2,0 litros. o motor de duplo comando e 1.995 cm3não era igual ao do Tempra oito-válvulas: tinha injeção multiponto, em vez de monoponto, e duas árvores de balanceamento, para anular as vibrações que havia de sobra no modelo nacional, mas o desempenho ainda o deixava bem aquém de um carro com seu nível.O SLX, vendido somente com cinco portas, trazia outras novidades: faróis de neblina, banco do motorista com ajustes de altura e de apoio lombar, apoio de braço central dianteiro, retrovisores e parte dos pára-choques na cor da carroceria, além do estofamento em veludo espesso na cor cinza-claro e um útil check-control no painel de instrumentos. As rodas de alumínio (opcionais) calçavam pneus 185/65-14, mais largos que os do 1,6 (175/65) e mais altos que os 185/60 empregados na Europa. Os freios a disco nas quatro rodas podiam incluir sistema antitravamento (ABS) opcional, além do airbag, também opcional.

Veio também a versão realmente esportiva da linha, o "Sedicivalvole" (dezesseis válvulas em italiano), este modelo possuía motor 2,0 litros de 16 válvulas e 137 cv (potência declarada de 145cv na Europa e que foi "rebaixado" por conta da classificação dos impostos. Fazia de 0 a 100 em 9,8 s, e atingia a incrível marca dos 206,7 km/h de velocidade máxima, apenas 9 quilômetros a menos que o Vectra GSI, que possui 150 cv e atinge 215,7 km/h com aceleração de 0 a 100 em 9,2 s. Esta versão do Tipo trazia ainda novidades como, bancos Recaro de fábrica, saias laterais e frisos vermelhos nos pára-choques, além da inscrição "Sedicivalvole" na tampa do porta-malas, tudo para deixar com um ar mais esportivo, além de ter todos os outros itens que vinham nos outros modelos como, direção hidráulica, vidros elétricos, travas elétricas, ar condicionado e teto solar (elétricos nas versões SLX e 16V); como opcional tinha o sistema ABS.O Sedicivalvole veio com pneus 195/60 aro 14, diferente da versão que rodava na Europa que tinha pneus 185/55 aro 15, essa mudança na importação deveu-se às condições das estradas e pistas brasileiras, onde exige-se carros mais "guerreiros" para aguentar a buraqueira dos asfaltos, o que não era o caso do Tipo, que com a suspensão fraca, sofre muito em nossas ruas e estradas.



No final do ano de 1994 a Fiat lançou no Brasil o Tempra SW, versão perua da Tempra, apesar do modelo ter um enorme porta-malas, e um completo pacote de itens de série como painel digital, ar-condicionado digital, airbag frontal e freios a disco nas 4 rodas com ABS. Mesmo assim esta versão não emplacou no mercado, boa parte disto pode ser justificado pelo design que dividia opiniões principalmente na parte traseira. A Tempra SW foi importada de 1995 até o início de 1996. Era equipada com motor 2.0 de 109 cv.


Porém o Tipo passou de amado (campeão de vendas disparado entre os importados, e entre os carros mais vendidos do país juntamente aos populares Gol e Uno, só perdendo para ambos respectivamente) a odiado em pouco tempo, devido aos famosos incêndios que ocorreram nos modelos 1.6 i.e. 93/94/95, um defeito na direção hidráulica, no qual uma mangueira estourava e derramava fluido inflamável sobre o motor causando os incêndios, geralmente acontecia após o motorista ter feito muitas manobras, onde exigiu-se demais da direção hidráulica.A Fiat ainda fez dois Recalls para solucionar o problema, mas só foi descoberto e reparado o problema no segundo recall, visto que no primeiro continuaram a acontecer os casos de incêndios.Mas estranho mesmo era a desculpa do óleo hidráulico incendiar-se, visto que em muitos carros de outras marcas ocorreram vazamento de óleo hidráulico por causa da idade avançada e do uso constante do sistema hidráulico e eles nunca pegaram fogo.


Em 1995, o Tempra passou por uma pequena reestilização, ganhando uma nova grade frontal, além de ter seu painel totalmente redesenhado. Outra novidade que chegou neste mesmo ano foi o Tempra coupe (Tempra Turbo 2 portas), que trazia o motor 2.0 16v Turbo, mas esta versão teve vida curta no mercado e logo saiu de linha, sendo substituída pelo Tempra Stile Turbo com 4 portas, este que foi produzido até 1997.No final de 1996 o Tempra perdou boa parte do seu mercado com a chegada do novo Chevrolet Vectra, lançado no segundo semestre de 1996, ele trazia desenho e mecânica em níveis superiores ao do sedan da Fiat, que então começou a perder espaço perante ao público a cada mês.


Também foi produzida uma versão nacional do Tipo, que foi o primeiro carro brasileiro a ter bolsa inflável: trata-se dos modelos 1.6 mpi, que tinham 92 cv e foram produzidos de 1996 à 1997. Aliás, este pioneirismo é até hoje dividido com o Chevrolet Vectra, que passou a sair da fábrica com o equipamento de segurança inflável, um dia após o Fiat Tipo, o que gera discussão até hoje, de quem lançou primeiro.Encerrou-se assim a carreira do Fiat Tipo, que passou por bons momentos, mas acabou com sua reputação manchada devido aos incêndios, que fizeram suas vendas caírem, e acabaram precipitando a sua saída de linha.


Em 1997 a Fiat fez algumas mudanças nas versões da linha Tempra, chegaram as versões de entrada SX, 2.0 8v (105cv) e 2.0 16v, esta trazia bem menos equipamentos que a versão HLX que era oferecida como top de linha.

Em 1998 o Tempra passou pela sua última reestilização, ganhando leves mudanças na parte frontal com um novo para-choque, além de alguns outros pequenos retoques, os revestimentos interno também eram novos, tinham agora novos tecidos e padronagens. Nos primeiros trimestre de 1998 a versão Turbo Stile finalmente sai de linha.O Sedan não conseguia mais fazer frente a chegada do Honda Civic e Toyota Corolla que passaram a ser produzidos no País, o fim do Tempra já estava anunciado.Em maio de 1998 o Tempra sai de linha oficialmente com a chegada do Marea, que substituiu o sedan na Europa desde a metade de 1997. Mas esta é outra história que em breve postarei.

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